A situação da Câmara Municipal de Lisboa era absolutamente insustentável e não restava outra alternativa a Marques Mendes senão tomar a posição que anunciou. Mas mesmo quando evidentes nem sempre as respostas são convergentes e em coerência, por isso há que reconhecer mérito ao líder do PSD até mesmo na habilidade política que demonstrou na entrevista a Judite de Sousa na RTP. Foi, portanto, coerente nos príncipios e esclarecido na leitura política da situação, o que apenas pode contribuir para para o fortalecimento da sua debatida liderança.
Face às declarações de Mendes, o discurso de Carmona Rodrigues surprendeu ao dizer exactamente o contrário do que tinha sido declarado pelo presidente do PSD. Pareceu mais um momento de desabafo e um grito de revolta que não podia mais suportar em silêncio, mas que gerou uma inconsistência pública escusada.
Curioso será assistir à preparação das eleições intercalares em todo o espectro político-partidário: será que Paula Teixeira Pinto é um estrela em ascensão no partido e arriscará esse capital em eleições que estão armadilhadas à partida? E Portas, aproveitará o momento para fazer a sua primeira prova demonstração de uma nova prática e ambição política no centro-direita? E o PS será que a Câmara de Lisboa é suficiente atractiva para Ferro Rodrigues regressar do 'el dorado' que lhe ofereceram? E o PS fará aliança com o PCP?
04 May 2007
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